Gilmar Mendes não é nordestino – nasceu em Diamantino, em Mato Grosso. Mas foi o único com coragem bastante para dizer que “o rei está nu”, como todo mundo diariamente vê, tão exposto o presidente Lula se mostra ao fazer campanha abertamente em buscado terceiro mandato, travestido de Dilma Roussef.

Lula não se envergonha do que faz: cria palanques em inaugurações imaginárias, sem dar conta de que pousar para fotografias com pá de cimento na mão é metáfora para início e não fim de obra.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto, que deveria zelar como cão de guarda pela lisura do processo eleitoral, parece não se dar conta do que acontece ao seu redor, ao contrário do Presidente do Supremo. É certo que juiz nenhum pode se antecipar ao julgamento, opinando sobre o mérito da questão.
Todavia, nada impede o ministro Britto de sinalizar, a titulo de saudável advertência, os evidentes excessos – que beiram até o cinismo mais deslavado, quando Lula afronta a democracia, avisando que as “inaugurações” våo continuar. Por muito menos, Marco Aurélio, o antecessor de Ayres Britto na chefia da Justiça Eleitoral, entrava em cena, “lembrando” as regras do jogo aos candidatos. É de Marco Aurélio, aliás, um discurso de posse histórico, proferido em pleno estouro do mensalão, em 2006, atualíssimo até hoje.
“pousar para fotografias com pá de cimento na mão é metáfora para início e não fim de obra”. Muito bom, Alvenir !!!